Apresentação

“Em cada calçada, pedras falantes, cartas vivas, narrativas dançantes, únicas… em cada calçada a marca do tempo, do vento, de vidas que vêm e que vão tecendo suas histórias”…

(Isabel Coimbra, 2022)

Isabel Coimbra é artista-docente pesquisadora, produtora de arte e entre outras narrativas é narradora dançante.

Professora/Pesquisadora Visitante – PPGDAn/EEFD/PIPD/UFRJ

Supervisão do Pós-Doutorado no Brasil: Profa. Dra. Mariana Trotta-UFRJ

Bolsista de Pós-doutorado CNPq/Investigadora Visitante na Escola de Artes e Humanidades na Universidade de Lisboa

Supervisão do Pós-Doutorado em Portugal: Profa. Dra. Annabela RitaULisboa

Esta investigação trata da dialética corpo-dança-videodança e do dialogismo entre as calçadas portuguesas luso-brasileiras. É uma pesquisa-intervenção em que o processo investigativo são partes do mesmo processo criativo coreográfico tanto para o presencial como para a videodança. Este processo está baseado na prática do sujeito a se narrar em diálogo com o sujeito-investigador.

O objetivo da investigação é compreender as poéticas cénicas, visuais e sonoras entre determinadas cidades luso-brasileiras, de modo a identificar e analisar a relação entre a cartografia em dança e a cartografia das calçadas portuguesas e desencadear o processo de criação, realização e produção de uma instalação de arte, dança, videodança e performance, além da publicação de um e-book e um livro físico.

A problemática da investigação transita nas narrativas dos encontros entre os espaços do corpo e os espaços da cidade. Das questões levantadas ressalta-se: quais os sentidos da narrativa dançante mediados nestes espaços? Há diferença no sentido gerado entre as calçadas portuguesas das cidades pesquisadas?

A metodologia consistiu na inserção do corpo performático em dança nos espaços urbanos, em específico nas calçadas portuguesas.

Neste site compartilho uma parte dos resultados da investigação, por meio de algumas imagens e videodanças no formato de documentário realizada com os registros colhidos nas cidades brasileiras Belo Horizonte/MG e Rio de Janeiro/RJ e nas cidades portuguesas de Lisboa e Coimbra.

No processo da pesquisa, as calçadas portuguesas nos levaram, sobretudo, a adentrar em conceitos caros nos dias atuais como arte, decolonialidade e a estética da memória sob uma perspectiva cartográfica em dança. O enunciado dos empedramentos, grita e o imaginário coletivo da cidade se movimenta desprendendo da lógica de um único mundo possível. O ressignificar das calçadas se desenha para além do espaço público, do tecido urbano, da cultura e da arte.

Os procedimentos utilizados tanto para coleta de dados como para a criação da videodança foram pautados numa conduta criadora aliada à reflexão contínua sobre a experiência em cena.

A dança na cidade se revelou como uma cartografia carregada de sentidos construídos e ressignificados pela experiência, pela acessibilidade e pela variedade de fenômenos socioculturais presentes de forma implícita e explícita no diálogo com a poética das calçadas portuguesas.

A dançarina visível e o calceteiro antes invisível, se encontraram nas tessituras da história e da tradição, se tornando um todo nas entrelinhas das poéticas cênicas, visuais, plásticas e sonoras da cidade.

As narrativas poéticas expressas em imagens, videodocuemntários e videodanças, culminam no hibridismo das linguagens dança, imagem e vídeo. É uma escritura singular coletiva, que envolve os sujeitos da dança, sujeitos da filmagem, da edição das imagens e das videodanças.

O corpo em danças inserido nas calçadas, se mostrou como pedra em cartas vivas, em coro com as vozes citadinas, proféticas, poéticas, amorosas e dançantes.

Como resultado da pesquisa um dos objetivos é realizar Exposições de Arte, Imagem e Videodança itinerantes. As imagens foram impressas em dimensões e tipos de impressão conforme os espaços disponibilizados para as Exposições. Foram selecionadas 2 imagens de cada cidade em um total de 8 imagens, um cartaz com a identidade visual da Exposição, dados sobre a realização e o QR-code com o site da pesquisa. Parte do conjunto é exposto um cartaz com um texto explicativo sobre a pesquisa realizada.

No Centro Cultural da IEACO-GO em Lisboa/Portugal as imagens foram de 42 X 60 cm impressas em papel AD de 140 gramas e afixadas nas paredes do local. Na UFRJ no Rio de Janeiro no Brasil as imagens são de 60 x 90 cm em lona fosca e afixadas em porta-banners dispostos no local determinado.

A primeira exposição foi realizada em 28 de janeiro de 2023 e a exposição na UFRJ no periodo de 17 a 20 de abril de 2023. Esta exposição se tornou itinerante com 9 intervenções diferentes ao longo do ano de 2023..

As narrativas pinceladas não são estanques considerando que a cartografia em dança pelas calçada portuguesas nas cenas, revelaram no processo narrativas poéticas e reflexões apaixonadas sobre o dialogismo das calçadas portuguesas luso-brasileiras e a dialética entre o corpo e a cidade.

A coleta de dados foi encerrada e o material colhido é extenso, o que mantem escancarada uma janela para outras e inúmeras possibilidades, além dos desdobramentos que ainda pululam, cintilam e insistem em me provocar.

O projeto artístico da Exposição de Arte, Imagem e Videodança, um dos resultados desta pesquisa, foi submetido e aprovado no Edital PROAC No. 09/2022. E estamos na fase de captação de recurso.

Seguimos florescendo e frutificando em narrativas poéticas dançantes…

Isabel Coimbra

Neste site compartilho as bases teóricas e reflexões geradas pela investigação além das narrativas dançantes registradas em determinadas calçadas portuguesas nas cidades brasileiras Belo Horizonte/MG e Rio de Janeiro/RJ e nas cidades Portuguesas Lisboa e Coimbra. 

Estas narrativas acontecem por meio de video-documentários em dança (registros da coleta de dados), videodanças e imagens capturadas dos videos registrados durante a Dança na Mochila nestas cidades.

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